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Arte Digital/SEXUS
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O SEXO E A MORTE SÃO OBSCENOS QUANDO OS CORPOS PERDEM A INDIVIDUALIDADE... A indústria do sexo e a as fotos das atrocidades de guerra são, portanto, igualmente obscenas. A intimidade é a ritualização, sacralização dessas ocasiões. Crime é tudo aquilo que gostaríamos de fazer mas que a sociedade nos impede. O crime é o cúmulo da afirmação da individualidade do ser criminoso, pois exclui a individualidade do outro. A violência contra o outro transforma-o em objecto. Assim também a masturbação é a possibilidade de gozo, de concretização, a partir unicamente da vontade solitária. Para a vontade levar à concretização do gozo, basta que ela exista. A pornografia alimenta a fantasia solitária. Existe pornografia para todos os gostos, qualquer segmento de público consumidor. O anonimato do mundo virtual permite satisfazer as vontades inconfessáveis com um só clique. A ideia de indivíduo surge contemporaneamente à de pornografia? A literatura pornográfica surge misturada aos manifestos políticos entre o fim do Renascimento, com Aretino, e atinge incrível efervescência na época pré-Revolução Francesa. A época vitoriana também é prolífica em relatos. A pornografia existe só para excitar? A pornografia pressupõe exposição. O corpo só é pornográfico quando exposto e confrontado pelos olhares alheios. A pornografia entre casais é uma contradição em termos, pois entre casais que estão acostumados um ao outro a nudez do outro é quase idêntica à própria nudez. Na pornografia o corpo é despersonalizado. Por isso q tanto um filme pornográfico como uma foto de um corpo queimando na guerra do Iraque são pornográficos. Mas o que endossa a validade da exposição do corpo queimando? A guerra dá necessidade da exposição? A pornografia seria, portanto, uma exposição socialmente considerada desnecessária? Assim, a guerra justifica a exposição do corpo em chamas pois é um atentado contra a vida humana? Um casal apaixonado em cópula é menos pornográfico que um casal não-apaixonado? A pornografia sexual é condenada porque é animalesca e denuncia o lado não-humano do ser humano? Mas então porque animais em cópula não são considerados pornográficos? A pornografia seria essencialmente, portanto, um deslocamento. A sociedade considera pornográfico o que não condiz com a imagem que ela tem dela própria. Por isso a pornografia é sempre um atentado, sempre cheira a ilegalidade.
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O SEXO E A MORTE SÃO OBSCENOS QUANDO OS CORPOS PERDEM A INDIVIDUALIDADE... A indústria do sexo e a as fotos das atrocidades de guerra são, portanto, igualmente obscenas. A intimidade é a ritualização, sacralização dessas ocasiões. Crime é tudo aquilo que gostaríamos de fazer mas que a sociedade nos impede. O crime é o cúmulo da afirmação da individualidade do ser criminoso, pois exclui a individualidade do outro. A violência contra o outro transforma-o em objecto. Assim também a masturbação é a possibilidade de gozo, de concretização, a partir unicamente da vontade solitária. Para a vontade levar à concretização do gozo, basta que ela exista. A pornografia alimenta a fantasia solitária. Existe pornografia para todos os gostos, qualquer segmento de público consumidor. O anonimato do mundo virtual permite satisfazer as vontades inconfessáveis com um só clique. A ideia de indivíduo surge contemporaneamente à de pornografia? A literatura pornográfica surge misturada aos manifestos políticos entre o fim do Renascimento, com Aretino, e atinge incrível efervescência na época pré-Revolução Francesa. A época vitoriana também é prolífica em relatos. A pornografia existe só para excitar? A pornografia pressupõe exposição. O corpo só é pornográfico quando exposto e confrontado pelos olhares alheios. A pornografia entre casais é uma contradição em termos, pois entre casais que estão acostumados um ao outro a nudez do outro é quase idêntica à própria nudez. Na pornografia o corpo é despersonalizado. Por isso q tanto um filme pornográfico como uma foto de um corpo queimando na guerra do Iraque são pornográficos. Mas o que endossa a validade da exposição do corpo queimando? A guerra dá necessidade da exposição? A pornografia seria, portanto, uma exposição socialmente considerada desnecessária? Assim, a guerra justifica a exposição do corpo em chamas pois é um atentado contra a vida humana? Um casal apaixonado em cópula é menos pornográfico que um casal não-apaixonado? A pornografia sexual é condenada porque é animalesca e denuncia o lado não-humano do ser humano? Mas então porque animais em cópula não são considerados pornográficos? A pornografia seria essencialmente, portanto, um deslocamento. A sociedade considera pornográfico o que não condiz com a imagem que ela tem dela própria. Por isso a pornografia é sempre um atentado, sempre cheira a ilegalidade.
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