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Alexandra A.
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Paisagem Natural/quietude, secretamente viva...
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Paisagem Natural/quietude, secretamente viva...
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quietude, secretamente viva...

fotografias > 

Paisagem Natural

2007-02-28 22:35:18
comentários (51) galardões descrição exif favorita de (12)
descrição
Paisagem

Passavam pelo ar aves repentinas,
O cheiro da terra era fundo e amargo,
E ao longe as cavalgadas do mar largo
Sacudiam na areia as suas crinas.

Era o céu azul, o campo verde, a terra escura,
Era a carne das árvores elástica e dura,
Eram as gotas de sangue da resina
E as folhas em que a luz se descombina.

Eram os caminhos num ir lento,
Eram as mãos profundas do vento
Era o livre e luminoso chamamento
Da asa dos espaços fugitiva.

Eram os pinheirais onde o céu poisa,
Era o peso e era a cor de cada coisa,
A sua quietude, secretamente viva,
E a sua exalação afirmativa.

Era a verdade e a força do mar largo,
Cuja voz, quando se quebra, sobe,
Era o regresso sem fim e a claridade
Das praias onde a direito o vento corre.



Sophia de Mello Breyner Andresen
Obra Poética I
Caminho

exif / informação técnica
Maquina: Canon�
Modelo: Canon EOS 350D DIGITAL�
Exposição: 1/200 sec
Abertura: f 8
ISO: 200
Flash: No Flash
Dist.Focal: 22 mm

Estação Agronómica Nacional, Oeiras

Obrigada a todos os meus amigos "olheiros" por me proporcionarem, através desta foto, a minha 1ª galeria pública!
favorita de 12
galardões
  • galardão popular
    foto
    popular
quietude, secretamente viva...
Paisagem

Passavam pelo ar aves repentinas,
O cheiro da terra era fundo e amargo,
E ao longe as cavalgadas do mar largo
Sacudiam na areia as suas crinas.

Era o céu azul, o campo verde, a terra escura,
Era a carne das árvores elástica e dura,
Eram as gotas de sangue da resina
E as folhas em que a luz se descombina.

Eram os caminhos num ir lento,
Eram as mãos profundas do vento
Era o livre e luminoso chamamento
Da asa dos espaços fugitiva.

Eram os pinheirais onde o céu poisa,
Era o peso e era a cor de cada coisa,
A sua quietude, secretamente viva,
E a sua exalação afirmativa.

Era a verdade e a força do mar largo,
Cuja voz, quando se quebra, sobe,
Era o regresso sem fim e a claridade
Das praias onde a direito o vento corre.



Sophia de Mello Breyner Andresen
Obra Poética I
Caminho

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Maquina: Canon�
Modelo: Canon EOS 350D DIGITAL�
Exposição: 1/200 sec
Abertura: f 8
ISO: 200
Flash: No Flash
Dist.Focal: 22 mm

Estação Agronómica Nacional, Oeiras

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