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Maria Dias
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Paisagem Natural/POEMA DA ÁRVORE
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Paisagem Natural/POEMA DA ÁRVORE
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POEMA DA ÁRVORE

fotografias > 

Paisagem Natural

2008-06-13 19:38:57
comentários (42) galardões descrição exif favorita de (29)
descrição
Um ícone alentejano - um velho e fotografado sobreiro em Viana do Alentejo!

POEMA DA ÁRVORE
As árvores crescem sós. E a sós florescem.
Começam por ser nada. Pouco a pouco
se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.
Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,
e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.
Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,
e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,
e os frutos dão sementes,
e as sementes preparam novas árvores.
E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.
Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.
Sós.
De dia e de noite.
Sempre sós.
Os animais são outra coisa.
Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,
fazem amor e ódio, e vão à vida
como se nada fosse.
As árvores não.
Solitárias, as árvores,
exauram terra e sol silenciosamente.
Não pensam, não suspiram, não se queixam.
Estendem os braços como se implorassem;
com o vento soltam ais como se suspirassem;
e gemem, mas a queixa não é sua.
Sós, sempre sós.
Nas planícies, nos montes, nas florestas,
a crescer e a florir sem consciência.
(António Gedeão)

Tenham um bom fim-de-semana!
exif / informação técnica
Maquina: SONY
Modelo: DSC-H9
Exposição: 10/5000
Abertura: 56/10
ISO: 100
MeteringMode: 5
Flash: 16
Dist.Focal: 52/10

(A tonalidade como que filtrada, deve-se precisamente ao facto da foto ter sido obtida através do vidro a partir do interior do autocarro, o que me permitiu um ângulo diferente num plano mais elevado)
favorita de 29
galardões
  • galardão visitas
    1000
    visitas
POEMA DA ÁRVORE
Um ícone alentejano - um velho e fotografado sobreiro em Viana do Alentejo!

POEMA DA ÁRVORE
As árvores crescem sós. E a sós florescem.
Começam por ser nada. Pouco a pouco
se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.
Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,
e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.
Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,
e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,
e os frutos dão sementes,
e as sementes preparam novas árvores.
E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.
Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.
Sós.
De dia e de noite.
Sempre sós.
Os animais são outra coisa.
Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,
fazem amor e ódio, e vão à vida
como se nada fosse.
As árvores não.
Solitárias, as árvores,
exauram terra e sol silenciosamente.
Não pensam, não suspiram, não se queixam.
Estendem os braços como se implorassem;
com o vento soltam ais como se suspirassem;
e gemem, mas a queixa não é sua.
Sós, sempre sós.
Nas planícies, nos montes, nas florestas,
a crescer e a florir sem consciência.
(António Gedeão)

Tenham um bom fim-de-semana!
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Exposição: 10/5000
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ISO: 100
MeteringMode: 5
Flash: 16
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(A tonalidade como que filtrada, deve-se precisamente ao facto da foto ter sido obtida através do vidro a partir do interior do autocarro, o que me permitiu um ângulo diferente num plano mais elevado)

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