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Gentes e Locais/Paneleiras de Goiabeiras - II
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Gentes e Locais/Paneleiras de Goiabeiras - II
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Paneleiras de Goiabeiras - II

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Gentes e Locais

2013-06-01 10:04:21
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descrição
"As Paneleiras de Goiabeiras, assim chamadas por ser a maioria das artesães mulheres, residem no bairro de Goiabeiras, em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo.
Com competência confeccionam, em barro, panelas, potes, travessas, bules, caldeirões, frigideiras etc, de diversas formas e tamanhos. O processo de fabricação é praticamente o mesmo que os índios usavam quando aqui aportaram os portugueses na época do descobrimento.
O ensinamento, transmitido de pais para filhos, permite que a identidade cultural desta atividade seja mantida com muito poucas alterações, há várias gerações. São avós, mães, filhas e netas exercendo o mesmo ofício.
A principal matéria prima, o barro, é extraído na própria região, em jazidas do Vale do Mulembá. A argila, antes de ser usada, passa por um processo para "limpar" denominado "escolha", que consiste na retirada de impurezas, como pedras e restos de vegetais. Em seguida, devidamente envolta em plástico para manter a umidade, fica armazenada, descansando, por uns tempos antes de ser usada.
A modelagem das panelas é feita manualmente, sem o uso do torno de oleiro. A parede vai sendo levantada, com a forma desejada, usando-se a técnica de roletes ou diretamente, escavando a "bola" de argila, "puxando a panela", como dizem, através de movimentos com as mãos, tanto circulares como verticais, abaulando, arredondando, definindo o formato da peça com a ajuda de rudimentares ferramentas-pedras lisas, cascas de coco, coité (pedaço de cabaça), e objetos similares.
Certamente a característica mais marcante das panelas é a sua coloração escura. Isto é obtido por meio da impregnação da peça com tanino, existente na árvore do mangue-vermelho-"rhizophora mangle".
Usa-se sua casca que é retirada do tronco batendo-se fortemente com um porrete de madeira. As lascas assim obtidas são picadas e colocadas de molho, em água doce, para curtir por três dias, no mínimo.
As panelas, depois de modeladas, ficam em lugar ventilado e protegido do sol até secarem completamente. Só após é efetuada a queima, não em forno, mas em fogueiras a céu aberto. (método bastante primitivo adotado por tribos indígenas)."
Renato Wandeck
exif / informação técnica
Máquina: Nikon Corporation
Modelo: NIKON D90
Objectiva: AF-D G VR 70-300mm f/4.5-5.6
Foco: AF-A �
Programa: Program
Exposição (EV+/-): 0 EV
Exposição: 1/1000s
Abertura: f/6.3
ISO: 400
Flash: Did Not Fire
Dist. Focal: 240 mm
Dist. Focal 35mm: 360 mm
Software: Ver.1.00

favorita de 11
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Paneleiras de Goiabeiras - II
"As Paneleiras de Goiabeiras, assim chamadas por ser a maioria das artesães mulheres, residem no bairro de Goiabeiras, em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo.
Com competência confeccionam, em barro, panelas, potes, travessas, bules, caldeirões, frigideiras etc, de diversas formas e tamanhos. O processo de fabricação é praticamente o mesmo que os índios usavam quando aqui aportaram os portugueses na época do descobrimento.
O ensinamento, transmitido de pais para filhos, permite que a identidade cultural desta atividade seja mantida com muito poucas alterações, há várias gerações. São avós, mães, filhas e netas exercendo o mesmo ofício.
A principal matéria prima, o barro, é extraído na própria região, em jazidas do Vale do Mulembá. A argila, antes de ser usada, passa por um processo para "limpar" denominado "escolha", que consiste na retirada de impurezas, como pedras e restos de vegetais. Em seguida, devidamente envolta em plástico para manter a umidade, fica armazenada, descansando, por uns tempos antes de ser usada.
A modelagem das panelas é feita manualmente, sem o uso do torno de oleiro. A parede vai sendo levantada, com a forma desejada, usando-se a técnica de roletes ou diretamente, escavando a "bola" de argila, "puxando a panela", como dizem, através de movimentos com as mãos, tanto circulares como verticais, abaulando, arredondando, definindo o formato da peça com a ajuda de rudimentares ferramentas-pedras lisas, cascas de coco, coité (pedaço de cabaça), e objetos similares.
Certamente a característica mais marcante das panelas é a sua coloração escura. Isto é obtido por meio da impregnação da peça com tanino, existente na árvore do mangue-vermelho-"rhizophora mangle".
Usa-se sua casca que é retirada do tronco batendo-se fortemente com um porrete de madeira. As lascas assim obtidas são picadas e colocadas de molho, em água doce, para curtir por três dias, no mínimo.
As panelas, depois de modeladas, ficam em lugar ventilado e protegido do sol até secarem completamente. Só após é efetuada a queima, não em forno, mas em fogueiras a céu aberto. (método bastante primitivo adotado por tribos indígenas)."
Renato Wandeck
Tag’s: queima,tampas,panela de barro,fogo,paneleiras,Goiabeiras,Nikon
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Máquina: Nikon Corporation
Modelo: NIKON D90
Objectiva: AF-D G VR 70-300mm f/4.5-5.6
Foco: AF-A �
Programa: Program
Exposição (EV+/-): 0 EV
Exposição: 1/1000s
Abertura: f/6.3
ISO: 400
Flash: Did Not Fire
Dist. Focal: 240 mm
Dist. Focal 35mm: 360 mm
Software: Ver.1.00


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