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Morada impossível

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Outros

2016-11-08 19:53:28
comentários (117) galardões descrição exif favorita de (162)
descrição
Dizia as letras do teu nome em voz alta, devagar como quem saboreia os frutos do outono fora da estação. Uma história. Um mundo inteiro dentro do perfume feminino a mover-se na saliva encarnada, da ponta da língua à porta da pele, aí onde acabamos invariavelmente mudos, a pele rasgada e os vestígios de uma coisa que normalmente é outra coisa.
A respiração descosida empurrou-nos para a rua onde de ti nada mais soube e de mim apenas a certeza do corpo trocado por fumo, uns copos de absinto, palavras vazias e até mesmo o suor de um outro corpo. Tempo perdido... e a língua do relógio a segredar-nos o caminho dos limos, água inquinada onde outrora ardemos completos.
A noite é a minha ressaca enquanto o mundo inteiro volta a cara para o outro lado e os dedos se fazem morada impossível. E todo eu sou fragmento a iludir o movimento que bate num só, sem eco de tanto acontecer. Por isso te peço... mas nada me deves...
exif / informação técnica
Máquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D610
Exposição: 1/500 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/11
ISO: 200
Dist.Focal: 70mm
Dist.Focal (35mm): 70 mm
Software: Adobe Photoshop CS6 (Windows)

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Morada impossível
Dizia as letras do teu nome em voz alta, devagar como quem saboreia os frutos do outono fora da estação. Uma história. Um mundo inteiro dentro do perfume feminino a mover-se na saliva encarnada, da ponta da língua à porta da pele, aí onde acabamos invariavelmente mudos, a pele rasgada e os vestígios de uma coisa que normalmente é outra coisa.
A respiração descosida empurrou-nos para a rua onde de ti nada mais soube e de mim apenas a certeza do corpo trocado por fumo, uns copos de absinto, palavras vazias e até mesmo o suor de um outro corpo. Tempo perdido... e a língua do relógio a segredar-nos o caminho dos limos, água inquinada onde outrora ardemos completos.
A noite é a minha ressaca enquanto o mundo inteiro volta a cara para o outro lado e os dedos se fazem morada impossível. E todo eu sou fragmento a iludir o movimento que bate num só, sem eco de tanto acontecer. Por isso te peço... mas nada me deves...
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