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Arquitetura/Metropolis
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Arquitetura/Metropolis
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descrição
Há um feixe de luz a obliquar sobre a pedra no grande planalto subterrâneo. Desce vagarosamente as escadas, degrau a degrau, contorna o visco, atravessa a humidade e, ao chegar ao solo, vibra, transformando a pedra em seiva de artérias. A seu lado, ele, que sozinho atravessa a solidão de um gume acabando peregrino da noite e do medo onde cada grito metálico sobre os carris o anestesia. Cansado e aturdido, senta-se no chão como se a sua cabeça fosse habitada por dezenas de sereias do fim dos oceanos. Segue-se a tontura, a náusea, o tédio, até mesmo a lágrima que escorre rente à solidão da grande máquina devoradora. Por fim, solta uma palavra, segue-se outra e mais outra, reconhece os sons, as palavras também, mas não lhes entende o sentido... falava de si, talvez, do seu passado, parece-me, mas de si e do passado porquê, se é inútil? Falar do passado como se alguma vez tivesse tido um... e nesta babel impercetível, as palavras subiam de tom, cada vez mais rápidas, de um lado para o outro, à procura de se esquecerem de tudo, da gramática, dos sentidos que não têm, do passado que não foi, de tudo, até da boca que nelas se perde e que com elas se engana. Enquanto isso, o corpo, lá em baixo, vazio, totalmente só, cada vez mais esquecido do sangue e coberto de fogo.
(texto repub.)
exif / informação técnica
Máquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D750
Exposição: 10/1600
Abertura: f/7.1
ISO: 160
Distância Focal: 140/10
Software: Adobe Photoshop 21.0 (Windows)
favorita de 75
galardões
  • galardão a nossa escolha
    a nossa
    escolha
  • galardão popular
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    popular
Metropolis
Há um feixe de luz a obliquar sobre a pedra no grande planalto subterrâneo. Desce vagarosamente as escadas, degrau a degrau, contorna o visco, atravessa a humidade e, ao chegar ao solo, vibra, transformando a pedra em seiva de artérias. A seu lado, ele, que sozinho atravessa a solidão de um gume acabando peregrino da noite e do medo onde cada grito metálico sobre os carris o anestesia. Cansado e aturdido, senta-se no chão como se a sua cabeça fosse habitada por dezenas de sereias do fim dos oceanos. Segue-se a tontura, a náusea, o tédio, até mesmo a lágrima que escorre rente à solidão da grande máquina devoradora. Por fim, solta uma palavra, segue-se outra e mais outra, reconhece os sons, as palavras também, mas não lhes entende o sentido... falava de si, talvez, do seu passado, parece-me, mas de si e do passado porquê, se é inútil? Falar do passado como se alguma vez tivesse tido um... e nesta babel impercetível, as palavras subiam de tom, cada vez mais rápidas, de um lado para o outro, à procura de se esquecerem de tudo, da gramática, dos sentidos que não têm, do passado que não foi, de tudo, até da boca que nelas se perde e que com elas se engana. Enquanto isso, o corpo, lá em baixo, vazio, totalmente só, cada vez mais esquecido do sangue e coberto de fogo.
(texto repub.)
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Máquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D750
Exposição: 10/1600
Abertura: f/7.1
ISO: 160
Distância Focal: 140/10
Software: Adobe Photoshop 21.0 (Windows)

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