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Lordelo do Ouro – I I I

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Outros

2020-07-30 11:27:14
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Lordelo do Ouro é uma antiga freguesia portuguesa do concelho do Porto que, pela Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro, foi integrada na União das Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos.
O brasão de Lordelo do Ouro relata a história desta pequena e linda freguesia: as ferramentas de marcenaria simbolizam os estaleiros ribeirinhos onde se construíram os barcos na época dos Descobrimentos Marítimos, o fundo dourado relembra os carregamentos de ouro de África e Brasil que eram ali descarregados, junto com os três símbolos da roda dentada (indústria), a roda das navalhas (o suplício de Santa Catarina) e a Ponte da Arrábida, sobre as ondas do Rio Douro.
Lordelo do Ouro oferece margens amenas que, quando o Porto era uma pequena cidade na Ribeira, constituía o primeiro porto ribeirinho aos barcos que entravam a barra do Douro. Era por isso escolhida como estaleiro e local de comércio, e a colina cimeira fornecia um excelente ponto de observação bem como um marco para navegação marítima, onde mais tarde se erigiria a capela de Santa Catarina em 1395.
Foi nestes estaleiros que os portuenses construíram a pequena armada que foi tentar quebrar o cerco a Lisboa durante o Interregno de 1383-1385; Nun'Álvares Pereira deveria ter seguido com a armada, mas os cavaleiros do Porto invejavam o seu sucesso militar e decidiram largar antes que chegasse. O resultado está registado na História: sem vento favorável para uma emboscada, os barcos do Mestre de Aviz mal saíram do porto de Lisboa, e os barcos idos do Porto pouco mais puderam fazer que criar uma escaramuça e fugir, perante a supremacia naval Castelhana. Enquanto isso, Nun'Álvares Pereira cavalgava ferozmente chegando a tempo de lançar o terror nas hostes castelhanas em terra, antes de se retirar para campos mais pacíficos. O golpe não terminou com o Cerco, mas foi uma vitória moral que traria frutos mais tarde.
Anos mais tarde, os mesmos estaleiros veriam nascer as naus que levariam o exército de D. João I e um idoso Nun'Álvares Pereira até Ceuta para a primeira conquista de território em África.
Chegado o Século XIX, e com a popularização das férias e dos banhos de mar, a cidade desenvolve-se para a Foz, reduzindo Lordelo do Ouro a local de passagem. É assim que chegamos ao Século XX e Lordelo do Ouro mantém o seu aspecto bucólico, de jardins e quintas, onde a vida se revelaria amarga e trabalhosa durante os tempos do Estado Novo e do Pós-Guerra. Reduzida a meia dúzia de ruas que desciam da Boavista em direcção ao rio, os movimentos sociais da década de 70 escolheriam Lordelo do Ouro como local privilegiado para a expansão imobiliária e para a construção de bairros sociais, que para sempre transfigurariam a freguesia de Lordelo do Ouro.
exif / informação técnica
Máquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D3300
Exposição: 1/640 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/11
ISO: 200
Dist.Focal: 40mm
Dist.Focal (35mm): 60 mm
Software: Ver.1.00

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Lordelo do Ouro – I I I
Lordelo do Ouro é uma antiga freguesia portuguesa do concelho do Porto que, pela Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro, foi integrada na União das Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos.
O brasão de Lordelo do Ouro relata a história desta pequena e linda freguesia: as ferramentas de marcenaria simbolizam os estaleiros ribeirinhos onde se construíram os barcos na época dos Descobrimentos Marítimos, o fundo dourado relembra os carregamentos de ouro de África e Brasil que eram ali descarregados, junto com os três símbolos da roda dentada (indústria), a roda das navalhas (o suplício de Santa Catarina) e a Ponte da Arrábida, sobre as ondas do Rio Douro.
Lordelo do Ouro oferece margens amenas que, quando o Porto era uma pequena cidade na Ribeira, constituía o primeiro porto ribeirinho aos barcos que entravam a barra do Douro. Era por isso escolhida como estaleiro e local de comércio, e a colina cimeira fornecia um excelente ponto de observação bem como um marco para navegação marítima, onde mais tarde se erigiria a capela de Santa Catarina em 1395.
Foi nestes estaleiros que os portuenses construíram a pequena armada que foi tentar quebrar o cerco a Lisboa durante o Interregno de 1383-1385; Nun'Álvares Pereira deveria ter seguido com a armada, mas os cavaleiros do Porto invejavam o seu sucesso militar e decidiram largar antes que chegasse. O resultado está registado na História: sem vento favorável para uma emboscada, os barcos do Mestre de Aviz mal saíram do porto de Lisboa, e os barcos idos do Porto pouco mais puderam fazer que criar uma escaramuça e fugir, perante a supremacia naval Castelhana. Enquanto isso, Nun'Álvares Pereira cavalgava ferozmente chegando a tempo de lançar o terror nas hostes castelhanas em terra, antes de se retirar para campos mais pacíficos. O golpe não terminou com o Cerco, mas foi uma vitória moral que traria frutos mais tarde.
Anos mais tarde, os mesmos estaleiros veriam nascer as naus que levariam o exército de D. João I e um idoso Nun'Álvares Pereira até Ceuta para a primeira conquista de território em África.
Chegado o Século XIX, e com a popularização das férias e dos banhos de mar, a cidade desenvolve-se para a Foz, reduzindo Lordelo do Ouro a local de passagem. É assim que chegamos ao Século XX e Lordelo do Ouro mantém o seu aspecto bucólico, de jardins e quintas, onde a vida se revelaria amarga e trabalhosa durante os tempos do Estado Novo e do Pós-Guerra. Reduzida a meia dúzia de ruas que desciam da Boavista em direcção ao rio, os movimentos sociais da década de 70 escolheriam Lordelo do Ouro como local privilegiado para a expansão imobiliária e para a construção de bairros sociais, que para sempre transfigurariam a freguesia de Lordelo do Ouro.
Tag’s: Porto,Matosinhos,V.N.Gaia,ESpinho
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Máquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D3300
Exposição: 1/640 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
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Dist.Focal (35mm): 60 mm
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