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Antonio Ramos
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Paisagem Natural/Ilha do Frade  - (Leia o texto p.f.)
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Paisagem Natural/Ilha do Frade  - (Leia o texto p.f.)
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Ilha do Frade - (Leia o texto p.f.)

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Paisagem Natural

2021-07-01 12:01:13
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descrição
Dizer ilha é um pretensiosismo. Aquilo nem ilhota chega a ser. Quando muito trata-se de uma língua de terra, digamos assim, rodeada de água por todos os lados. Pronto, chamemos-lhe ilha – embora aquilo não passe de uma pequena reserva ornitológica situada na margem direita do no rio Douro no antigo sítio do Ouro, denominado, agora, oficialmente, de largo de António Calém.
e o que é que a ilha tem de interesse, como história portuense?. No nome – “ilha do frade”. E a este nome anda ligada uma curiosa lenda. Que se passa no tempo alegre dos conventos e que é esta: na margem esquerda do rio Douro, sensivelmente em frente a Massarelos, não muito longe da ilha, branquejava na sua imponência o mosteiro de Santo António do Vale da Piedade de frades franciscanos. O porteiro era um garboso rapaz que, sendo embora leigo, vestia o modesto hábito de estamenha dos seguidores de Francisco de Assis. Era ele que fazia a ligação entre o convento e o exterior. Ora entre as pessoas que por regularmente apareciam na portaria conventual contava-se uma airosa rapariga que todas as manhãs ia levar o leite destinado ao consumo dos frades. Aqueles contactos diários da jovem leiteira com o rapaz encarregado da vigilância da porta do convento deram a volta à cabeça do moço noviço que, certo dia, arranjou forças para dizer à moça que gostava dela, que não tinha ordens, ou seja, que não era frade e podia em qualquer altura deixar o mosteiro e casar. E que se ela estivesse pelos ajustes… A moça não disse que sim nem que não. Que ia pensar e que no dia seguinte lhe dizia alguma coisa. Ela tinha um namorado a quem contou o que se passara à porta do convento. E o namorado, matreiro, engendrou um sistema e industriou a rapariga para que dissesse que sim ao porteiro do convento e que o informasse de que ao fim do dia um barco iria recolhê-lo à lingueta que servia o convento e o levaria até ela. E assim aconteceu. Pelas trindades o barco surgiu do meio da densa neblina que pairava sobre o rio. Sem haver qualquer troca de palavras entre o barqueiro e o “frade”, este entrou acomodou-se e esperou. E não esperou muito. Minutos volvidos o barco atracou em terra e o frade saltou na convicção de que a sua Dulcineia estava por ali á sua espera, como fora combinado pelos dois. Só que a moça não aparecia. Ele bem chamava, mas não obtinha resposta. A névoa tornara – se cada vez mais densa e, para agravar, a noite caiu, escura como breu. Para onde quer que se movimentasse o noviço só encontrava água. Sentou-se à espera. Adormeceu e quando o dia clareou é que se deu conto do logra em que caíra. Estava prisioneiro numa ilha ante o gáudio do casal de namorados que gozava o espectáculo da margem. Diz a lenda que já passava muito do meio-dia quando um barco do convento veio recolher o pobre frade. Ainda hoje as pessoas chamam àquela nesga de terra a ilha do frade…

exif / informação técnica
Máquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D3300
Exposição: 10/4000
Abertura: f/10.0
ISO: 200
Distância Focal: 180/10
Software: Ver.1.00
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Ilha do Frade - (Leia o texto p.f.)
Dizer ilha é um pretensiosismo. Aquilo nem ilhota chega a ser. Quando muito trata-se de uma língua de terra, digamos assim, rodeada de água por todos os lados. Pronto, chamemos-lhe ilha – embora aquilo não passe de uma pequena reserva ornitológica situada na margem direita do no rio Douro no antigo sítio do Ouro, denominado, agora, oficialmente, de largo de António Calém.
e o que é que a ilha tem de interesse, como história portuense?. No nome – “ilha do frade”. E a este nome anda ligada uma curiosa lenda. Que se passa no tempo alegre dos conventos e que é esta: na margem esquerda do rio Douro, sensivelmente em frente a Massarelos, não muito longe da ilha, branquejava na sua imponência o mosteiro de Santo António do Vale da Piedade de frades franciscanos. O porteiro era um garboso rapaz que, sendo embora leigo, vestia o modesto hábito de estamenha dos seguidores de Francisco de Assis. Era ele que fazia a ligação entre o convento e o exterior. Ora entre as pessoas que por regularmente apareciam na portaria conventual contava-se uma airosa rapariga que todas as manhãs ia levar o leite destinado ao consumo dos frades. Aqueles contactos diários da jovem leiteira com o rapaz encarregado da vigilância da porta do convento deram a volta à cabeça do moço noviço que, certo dia, arranjou forças para dizer à moça que gostava dela, que não tinha ordens, ou seja, que não era frade e podia em qualquer altura deixar o mosteiro e casar. E que se ela estivesse pelos ajustes… A moça não disse que sim nem que não. Que ia pensar e que no dia seguinte lhe dizia alguma coisa. Ela tinha um namorado a quem contou o que se passara à porta do convento. E o namorado, matreiro, engendrou um sistema e industriou a rapariga para que dissesse que sim ao porteiro do convento e que o informasse de que ao fim do dia um barco iria recolhê-lo à lingueta que servia o convento e o levaria até ela. E assim aconteceu. Pelas trindades o barco surgiu do meio da densa neblina que pairava sobre o rio. Sem haver qualquer troca de palavras entre o barqueiro e o “frade”, este entrou acomodou-se e esperou. E não esperou muito. Minutos volvidos o barco atracou em terra e o frade saltou na convicção de que a sua Dulcineia estava por ali á sua espera, como fora combinado pelos dois. Só que a moça não aparecia. Ele bem chamava, mas não obtinha resposta. A névoa tornara – se cada vez mais densa e, para agravar, a noite caiu, escura como breu. Para onde quer que se movimentasse o noviço só encontrava água. Sentou-se à espera. Adormeceu e quando o dia clareou é que se deu conto do logra em que caíra. Estava prisioneiro numa ilha ante o gáudio do casal de namorados que gozava o espectáculo da margem. Diz a lenda que já passava muito do meio-dia quando um barco do convento veio recolher o pobre frade. Ainda hoje as pessoas chamam àquela nesga de terra a ilha do frade…

Tag’s: Portoi,Maia,Matosinhos,V.N.Gaia,Viana do Castelo,Barcelos,Braga,Guimarães,Caminha,Monção,Arcos de Valdevez
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Máquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D3300
Exposição: 10/4000
Abertura: f/10.0
ISO: 200
Distância Focal: 180/10
Software: Ver.1.00

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