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José Ramos
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Paisagem Natural/"Gift"
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Paisagem Natural/"Gift"
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"Gift"

Alcançando alturas impossíveis, os edíficios da Natureza erguem-se persistentes, desafiam a força dos elementos, e conquistam espaço ao oceano numa dura batalha de magma e fogo.

Somos habitantes privilegiados deste local absolutamente incrível e improvável, que não só encarna todos os dias a luta inglória de dar alimento aos seus filhos, como ainda nos presenteia diariamente com sensações e visões sem preço.

Local: Ponta de São Lourenço - Ilha da Madeira

Este é sem dúvida o meu spot fotográfico preferido na Madeira, juntamente com a praia da Ribeira da Janela. Há muito que sonhava em fotografar este local, e ingenuamente pensei que se tratava de um spot facilmente acessível a pé, relativamente perto do parque de estacionamento que dá acesso à vereda da Ponta de São Lourenço.

Na minha primeira tentativa de scouting, feita durante a tarde, pensei ter avistado o local de onde se fazia a famosa foto, pelo que percorri parte da vereda principal, e finalmente desviei em direcção ao suposto ponto de onde poderia captar a fotografia. Já devia ter aprendido que em fotografia de paisagem as coisas nunca são demasiado fáceis, e aquele não era definitivamente o local que procura, sendo provavelmente necessário subir ainda mais ao longo da escarpa, até ao marco geodésico que se via no alto. Decidi percorrer o resto do caminho, mas estava longe de imaginar que o trilho mal se via, e que algumas zonas começavam a ir além da minha zona de conforto em termos de dificuldade.

Finalmente consegui atingir o marco geodésico e ver este famoso local incrível e surpreendentemente vertiginoso, com uma dimensão que assoberbava os sentidos. A escarpa à esquerda tem 150 metros de altura, os ventos tendem a ser fortes, e o poder do Oceano Atlântico a bater na vertente norte da Ponta (à esquerda) contrasta incrivelmente com as águas mais calmas à direita. Apesar da satisfação em estar finalmente presente neste local, dei por mim a pensar sobre como é que iria fazer esta caminhada antes do nascer do sol, na escuridão, com uma lanterna.

Felizmente o Universo por vezes devolve-nos aquilo que em tempos demos desinteressadamente, pelo que tive a ajuda preciosa do Madeirense Francisco Gonçalves para me explicar um caminho alternativo, igualmente inclinado mas bem menos louco em termos técnicos.

Durante a viagem fotográfica na Madeira passei cerca de 9 dias alojado na zona da Ponta de São Lourenço, para garantir que conseguia a melhor luz possível nos vários locais possíveis da zona. Estava com alguma esperança de ser bafejado pela sorte e conseguir fazer logo tudo "à primeira", mas descobri que esta ilha não se oferece com facilidade. Juntamente com outros locais da ilha, que tive que visitar múltiplas vezes ao nascer ou pôr-do-sol até conseguir a melhor luz, também este local precisou de quatro (!) visitas, até finalmente conseguir este nascer do sol absolutamente inesquecível no penúltimo dia da viagem, num dia em que começava a sentir-me adoentado e em que questionei seriamente se valeria a pena este esforço.

Dados técnicos: Apesar de ter utilizado a lente mais wide que existe para full frame, mesmo assim não foi possível abarcar toda a cena como desejava, pelo que, após a exposição base, fiz uma segunda exposição logo a seguir, para mostrar um pouco mais do ceu, tendo feito stitching das duas imagens | Sony a7R + Laowa 10-18mm f4.5-f5.6 | Distância Focal: 10.5mm | Abertura: f11 | Exposição: 8 seconds | ISO: 50 | Foco Manual | 4 stops full ND Nisi, 3 stops Reverse ND Grad Nisi | Tripé FLM
exif / informação técnica
Máquina:
Modelo:
Exposição:
Exposição (EV+/-):
Abertura:
ISO:
Dist.Focal:
Dist.Focal (35mm):
Software: Adobe Photoshop CC 2018 (Windows)

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Alcançando alturas impossíveis, os edíficios da Natureza erguem-se persistentes, desafiam a força dos elementos, e conquistam espaço ao oceano numa dura batalha de magma e fogo.

Somos habitantes privilegiados deste local absolutamente incrível e improvável, que não só encarna todos os dias a luta inglória de dar alimento aos seus filhos, como ainda nos presenteia diariamente com sensações e visões sem preço.

Local: Ponta de São Lourenço - Ilha da Madeira

Este é sem dúvida o meu spot fotográfico preferido na Madeira, juntamente com a praia da Ribeira da Janela. Há muito que sonhava em fotografar este local, e ingenuamente pensei que se tratava de um spot facilmente acessível a pé, relativamente perto do parque de estacionamento que dá acesso à vereda da Ponta de São Lourenço.

Na minha primeira tentativa de scouting, feita durante a tarde, pensei ter avistado o local de onde se fazia a famosa foto, pelo que percorri parte da vereda principal, e finalmente desviei em direcção ao suposto ponto de onde poderia captar a fotografia. Já devia ter aprendido que em fotografia de paisagem as coisas nunca são demasiado fáceis, e aquele não era definitivamente o local que procura, sendo provavelmente necessário subir ainda mais ao longo da escarpa, até ao marco geodésico que se via no alto. Decidi percorrer o resto do caminho, mas estava longe de imaginar que o trilho mal se via, e que algumas zonas começavam a ir além da minha zona de conforto em termos de dificuldade.

Finalmente consegui atingir o marco geodésico e ver este famoso local incrível e surpreendentemente vertiginoso, com uma dimensão que assoberbava os sentidos. A escarpa à esquerda tem 150 metros de altura, os ventos tendem a ser fortes, e o poder do Oceano Atlântico a bater na vertente norte da Ponta (à esquerda) contrasta incrivelmente com as águas mais calmas à direita. Apesar da satisfação em estar finalmente presente neste local, dei por mim a pensar sobre como é que iria fazer esta caminhada antes do nascer do sol, na escuridão, com uma lanterna.

Felizmente o Universo por vezes devolve-nos aquilo que em tempos demos desinteressadamente, pelo que tive a ajuda preciosa do Madeirense Francisco Gonçalves para me explicar um caminho alternativo, igualmente inclinado mas bem menos louco em termos técnicos.

Durante a viagem fotográfica na Madeira passei cerca de 9 dias alojado na zona da Ponta de São Lourenço, para garantir que conseguia a melhor luz possível nos vários locais possíveis da zona. Estava com alguma esperança de ser bafejado pela sorte e conseguir fazer logo tudo "à primeira", mas descobri que esta ilha não se oferece com facilidade. Juntamente com outros locais da ilha, que tive que visitar múltiplas vezes ao nascer ou pôr-do-sol até conseguir a melhor luz, também este local precisou de quatro (!) visitas, até finalmente conseguir este nascer do sol absolutamente inesquecível no penúltimo dia da viagem, num dia em que começava a sentir-me adoentado e em que questionei seriamente se valeria a pena este esforço.

Dados técnicos: Apesar de ter utilizado a lente mais wide que existe para full frame, mesmo assim não foi possível abarcar toda a cena como desejava, pelo que, após a exposição base, fiz uma segunda exposição logo a seguir, para mostrar um pouco mais do ceu, tendo feito stitching das duas imagens | Sony a7R + Laowa 10-18mm f4.5-f5.6 | Distância Focal: 10.5mm | Abertura: f11 | Exposição: 8 seconds | ISO: 50 | Foco Manual | 4 stops full ND Nisi, 3 stops Reverse ND Grad Nisi | Tripé FLM
Tag’s: madeira,ponta de são lourenço,longa exposição,nascer do sol,portugal
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