foto user
RAPHAEL o pensativo
nav-left nav-right
menu-mobile
Olhares
menu-mobile-right
Carregar
Gentes e Locais/ETNIAS
fullscreen voltar lista nav-leftnav-right
Gentes e Locais/ETNIAS
voltar lista nav-leftnav-right
descrição
No dia seguinte ao Natal, como regularmente, fui passear até à Nª Srª d'Aires (ver foto anterior). Ali próximo é usual (quando lhes é permitido) existir um acampamento de ciganos. Por isso, foi com a maior naturalidade que surgiu junto a mim uma menina (cigana) a pedir uma moedinha. Disse-me que se chamava Telma e eu pedi-lhe para a fotografar. Ela não se fez rogada e puxou da sua melhor pose. Meteu as mãos nos bolsos e encarou de frente a máquina fotográfica. Pelas narinas escorria o pingo e um pouco por todo o rosto sobravam migalhas de uma qualquer iguaria acabada de ingerir.
É impressionante como esta gente consegue sobreviver sem ceder um milímetro ao seu modo de vida (se excluirmos as mudanças na forma de se deslocarem de local para local), quer auto- excluindo-se das regras vigentes, quer pela marginalização a que estão sujeitos. Patenteiam um invejável orgulho na sua cultura e preservam as suas tradições como ninguém. A Telma pareceu-me triste com a sua miséria mas ao mesmo tempo conformada com o seu destino. Do seu rosto transparece apreensão, mas também a convicção de que para ela não há escolha: Nasceu cigana, morrerá cigana!
exif / informação técnica
Sem informações de EXIF
favorita de 10
galardões
  • galardão popular
    foto
    popular
ETNIAS
No dia seguinte ao Natal, como regularmente, fui passear até à Nª Srª d'Aires (ver foto anterior). Ali próximo é usual (quando lhes é permitido) existir um acampamento de ciganos. Por isso, foi com a maior naturalidade que surgiu junto a mim uma menina (cigana) a pedir uma moedinha. Disse-me que se chamava Telma e eu pedi-lhe para a fotografar. Ela não se fez rogada e puxou da sua melhor pose. Meteu as mãos nos bolsos e encarou de frente a máquina fotográfica. Pelas narinas escorria o pingo e um pouco por todo o rosto sobravam migalhas de uma qualquer iguaria acabada de ingerir.
É impressionante como esta gente consegue sobreviver sem ceder um milímetro ao seu modo de vida (se excluirmos as mudanças na forma de se deslocarem de local para local), quer auto- excluindo-se das regras vigentes, quer pela marginalização a que estão sujeitos. Patenteiam um invejável orgulho na sua cultura e preservam as suas tradições como ninguém. A Telma pareceu-me triste com a sua miséria mas ao mesmo tempo conformada com o seu destino. Do seu rosto transparece apreensão, mas também a convicção de que para ela não há escolha: Nasceu cigana, morrerá cigana!
comentários
galardões
  • galardão popular
    foto
    popular

Sem informações de EXIF

favorita de (10)