foto user
jorge pimenta
nav-left nav-right
menu-mobile
Olhares
menu-mobile-right
Carregar
Arquitetura/De um Graal fugidio
fullscreen voltar lista nav-leftnav-right
Arquitetura/De um Graal fugidio
voltar lista nav-leftnav-right

De um Graal fugidio

fotografias > 

Arquitetura

2020-06-23 10:07:58
comentários (38) galardões descrição exif favorita de (67)
descrição
Hoje acordei com nicotina nos lábios e uma garrafa entornada ao lado da cama.
Ah, inspiração, prostituta do poeta, caminhas teatralmente sobre as horas! Sim, é verdade, procurei seduzi-la, pensei comprar o poema, vender-lhe o corpo – a sobrevivência da plêiade é aquela côdea de pão bolorento que serve de festim às moscas. Eis as verdades esmagadas por uma incontida gramática de pontos vazios... e a maior de todas é que não soube encontrar o fogo dentro das veias, mesmo que o corpo, cada vez mais áspero, seja lixa a aguardar pela fricção. Não, não encontrei o fogo nas veias, mas ainda creio que todo o homem é o seu poema, mesmo que inflamável.
Uma insónia alastra pela mudez que me escuta. Às escuras, adivinho a sentença: sei que preciso do meu castigo no intervalo do desejo, no interlúdio da peça, nas rimas vazias do poema. Mas a música há muito deixou de me tocar.
exif / informação técnica
Máquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D750
Exposição: 1/100 sec
Exposição (EV+/-): 0.7 step
Abertura: f/7.1
ISO: 180
Dist.Focal: 14mm
Dist.Focal (35mm): 14 mm
Software: Adobe Photoshop CS6 (Windows)

favorita de 67
galardões
  • galardão a nossa escolha
    a nossa
    escolha
  • galardão popular
    foto
    popular
De um Graal fugidio
Hoje acordei com nicotina nos lábios e uma garrafa entornada ao lado da cama.
Ah, inspiração, prostituta do poeta, caminhas teatralmente sobre as horas! Sim, é verdade, procurei seduzi-la, pensei comprar o poema, vender-lhe o corpo – a sobrevivência da plêiade é aquela côdea de pão bolorento que serve de festim às moscas. Eis as verdades esmagadas por uma incontida gramática de pontos vazios... e a maior de todas é que não soube encontrar o fogo dentro das veias, mesmo que o corpo, cada vez mais áspero, seja lixa a aguardar pela fricção. Não, não encontrei o fogo nas veias, mas ainda creio que todo o homem é o seu poema, mesmo que inflamável.
Uma insónia alastra pela mudez que me escuta. Às escuras, adivinho a sentença: sei que preciso do meu castigo no intervalo do desejo, no interlúdio da peça, nas rimas vazias do poema. Mas a música há muito deixou de me tocar.
comentários
galardões
  • galardão a nossa escolha
    a nossa
    escolha
  • galardão popular
    foto
    popular

Máquina: NIKON CORPORATION
Modelo: NIKON D750
Exposição: 1/100 sec
Exposição (EV+/-): 0.7 step
Abertura: f/7.1
ISO: 180
Dist.Focal: 14mm
Dist.Focal (35mm): 14 mm
Software: Adobe Photoshop CS6 (Windows)


favorita de (67)