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Casa do Passal

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Gentes e Locais

2011-04-12 04:55:43
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descrição
O Dr. Aristides de Sousa Mendes, heroi nacional, foi Cônsul de Portugal em Bordéus, durante a Segunda Grande Guerra, onde desobedecendo a Salazar, passou mais de 30000 vistos, permitindo a fuga, de outras tantas pessoas, ao holocausto nazi. Em Cabanas de Viriato onde viveu com a mulher e seus 14 filhos mandou construir a Casa do Passal, o ex-Cônsul chegou a albergar muitas famílias de refugiados, às quais, em França, passara vistos para entrada em Portugal.
A casa do Cônsul encontra-se agora em ruína, tal como o seu dono fora abandonado pelas autoridades deste país, tendo morrido na miséria.
exif / informação técnica
Máquina: SONY
Modelo: DSC-P92
Exposição: 10/600
Abertura: f/5.6
ISO: 100
MeteringMode: Pattern
Dist.Focal: 24 mm

Cabanas de Viriato é uma freguesia portuguesa do concelho de Carregal do Sal
Portugal
Foto feita em Abril de 2004


Em 1967, em Nova Iorque, o Yad Vashem, organização judaica para a recordação dos mártires e heróis do Holocausto em Israel, homenageia Aristides de Sousa Mendes com a sua mais alta distinção: uma medalha comemorativa com a inscrição do Talmud: "Quem salva uma vida humana é como se salvasse um mundo inteiro". A Censura salazarista impede que a imprensa portuguesa noticie o acontecimento.

*Encorajada com a homenagem de Israel, Joana Sousa Mendes, filha de Aristides, em 1969 escreve ao Presidente Américo Tomás um pedido para a reabilitação da memória do seu pai. Não obtém qualquer resposta.

*Em Portugal, o caso "Sousa Mendes" só vem a público em 1976 com um artigo de Antônio Colaço no Diário Popular. Tema retomado em 1979 por Antônio Carvalho num outro artigo em A Capital.

*Ainda em 1979 o Presidente Mário Soares concede, a título póstumo, a Ordem da Liberdade a Aristides de Sousa Mendes.

*Em 1988, depois de muitas resistências do Antigamente infiltrado no Abril, a Assembleia da República e o Governo português, pressionados pelos filhos de Sousa Mendes e pelos americanos (entre estes o congressista Tony Coelho), finalmente procedem à reabilitação do Cônsul.

Após a morte de Aristides foram executadas as hipotecas do recheio da Casa do Passal. Esta ficou ao abandono e os vizinhos passaram a usá-la como galinheiro, pocilga e curral. As novas autoridades portuguesas, as democráticas, estimularam uma fundação para recuperá-la como hotel ou museu. Projeto congelado: a Casa do Passal continua a desfazer-se, é hoje uma cariada cabana de Viriato. Com o seu desaparecimento, ainda há quem tema que também desapareça a memória de Aristides.

Como judeus salvos por um homem justo, é nossa obrigação recordar sua vida e de todos que tiveram a mesma coragem. Agradecer a seus filhos e todos seus familiares e recordar a bondade, dignidade e princípio de um homem, que contra tudo e todos em sua época, lesou a si mesmo em prol de salvar vidas condenadas pelo nazismo na quase absoluta indiferença que dominava o mundo.

Hoje continuamos a precisar de "Aristídes", que lutam por um mundo melhor e mais justo para todos. Parafraseando o Talmud no monumento de Yad Vashem:

"Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro".



Copyright © 2011 Silvana Regina Ferreira. All Rights Reserved.
Reprodução Proibida - ® Todos os direitos reservados.
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Casa do Passal
O Dr. Aristides de Sousa Mendes, heroi nacional, foi Cônsul de Portugal em Bordéus, durante a Segunda Grande Guerra, onde desobedecendo a Salazar, passou mais de 30000 vistos, permitindo a fuga, de outras tantas pessoas, ao holocausto nazi. Em Cabanas de Viriato onde viveu com a mulher e seus 14 filhos mandou construir a Casa do Passal, o ex-Cônsul chegou a albergar muitas famílias de refugiados, às quais, em França, passara vistos para entrada em Portugal.
A casa do Cônsul encontra-se agora em ruína, tal como o seu dono fora abandonado pelas autoridades deste país, tendo morrido na miséria.
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Exposição: 10/600
Abertura: f/5.6
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Dist.Focal: 24 mm

Cabanas de Viriato é uma freguesia portuguesa do concelho de Carregal do Sal
Portugal
Foto feita em Abril de 2004


Em 1967, em Nova Iorque, o Yad Vashem, organização judaica para a recordação dos mártires e heróis do Holocausto em Israel, homenageia Aristides de Sousa Mendes com a sua mais alta distinção: uma medalha comemorativa com a inscrição do Talmud: "Quem salva uma vida humana é como se salvasse um mundo inteiro". A Censura salazarista impede que a imprensa portuguesa noticie o acontecimento.

*Encorajada com a homenagem de Israel, Joana Sousa Mendes, filha de Aristides, em 1969 escreve ao Presidente Américo Tomás um pedido para a reabilitação da memória do seu pai. Não obtém qualquer resposta.

*Em Portugal, o caso "Sousa Mendes" só vem a público em 1976 com um artigo de Antônio Colaço no Diário Popular. Tema retomado em 1979 por Antônio Carvalho num outro artigo em A Capital.

*Ainda em 1979 o Presidente Mário Soares concede, a título póstumo, a Ordem da Liberdade a Aristides de Sousa Mendes.

*Em 1988, depois de muitas resistências do Antigamente infiltrado no Abril, a Assembleia da República e o Governo português, pressionados pelos filhos de Sousa Mendes e pelos americanos (entre estes o congressista Tony Coelho), finalmente procedem à reabilitação do Cônsul.

Após a morte de Aristides foram executadas as hipotecas do recheio da Casa do Passal. Esta ficou ao abandono e os vizinhos passaram a usá-la como galinheiro, pocilga e curral. As novas autoridades portuguesas, as democráticas, estimularam uma fundação para recuperá-la como hotel ou museu. Projeto congelado: a Casa do Passal continua a desfazer-se, é hoje uma cariada cabana de Viriato. Com o seu desaparecimento, ainda há quem tema que também desapareça a memória de Aristides.

Como judeus salvos por um homem justo, é nossa obrigação recordar sua vida e de todos que tiveram a mesma coragem. Agradecer a seus filhos e todos seus familiares e recordar a bondade, dignidade e princípio de um homem, que contra tudo e todos em sua época, lesou a si mesmo em prol de salvar vidas condenadas pelo nazismo na quase absoluta indiferença que dominava o mundo.

Hoje continuamos a precisar de "Aristídes", que lutam por um mundo melhor e mais justo para todos. Parafraseando o Talmud no monumento de Yad Vashem:

"Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro".



Copyright © 2011 Silvana Regina Ferreira. All Rights Reserved.
Reprodução Proibida - ® Todos os direitos reservados.

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