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Cambacica (ler)

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Animais

2015-12-28 10:51:59
comentários (85) galardões descrição exif favorita de (135)
descrição
A cambacica (Coereba flaveola) é a única espécie da família Thraupidae no sistema classificativo tradicional. É também conhecida como mariquita, chupa mel, chiquita (Rio de Janeiro), sebinho (Minas Gerais), caga-sebo, cabeça-de-vaca (interior de São Paulo), sibite (Ceará), sebito e guriatã de coqueiro (Pernambuco), sebinho, papa-banana (Rio Grande do Sul), saí e tem-tem-coroado (Pará), sibito-de-manga (Maranhão). Nos sistemas classificativos anteriores à taxonomia de Sibley-Ahlquist, a cambacica classificava-se numa família própria, Coerebidae.
Seu nome significa: do (tupy) coereba = nome indígena de origem tupy para um pequeno pássaro azul, preto e amarelo, não confirmado em Garcia (1929); e do (latim) flaveola, flaveolus = diminutivo de flavus = dourado, amarelo. ? pássaro amarelinho.
Características
Mede aproximadamente 10,8 centímetros e pesa cerca de 10 gramas. Tem o dorso marrom, o peito e o abdome amarelos, o pescoço cinza e a cabeça listrada preta e branca, não apresentando diferenças na plumagem em relação aos machos e fêmeas.
Subespécies
Existem 41 subespécies válidas, 5 delas presentes no Brasil:
? Coereba flaveola alleni (Lowe, 1912): Mato Grosso e Bolivia.
? Coereba flaveola chloropyga (Cabanis, 1850): S Peru, Bolivia, Paraguai, Brasil e NE Argentina.
? Coereba flaveola intermedia (Salvadori & Festa, 1899): SO Colombia, N Peru, SO Venezuela, O Brasil.
? Coereba flaveola minima (Bonaparte, 1854): L Colombia, S Venezuela, Guianas, N Brasil.
? Coereba flaveola roraimae (Chapman, 1929): Tepuis do SE Venezuela, NO Brasil e SO Guiana.
Das outras subespécies, algumas tem a pecualiaridade de habitarem apenas pequenas ilhas e ilhotas do Caribe:
? Coereba flaveola aterrima (Lesson, 1830): Granada e Granadinas.
? Coereba flaveola atrata (Lawrence, 1878): Saint Vincent.
? Coereba flaveola bahamensis (Reichenbach, 1853): Bahamas e Grand Turk.
? Coereba flaveola bananivora (Gmelin, 1789): Haiti e República Dominicana.
? Coereba flaveola barbadensis (Baird, 1873): Barbados.
? Coereba flaveola bartholemica (Sparrman, 1788): N Antilhas menores.
? Coereba flaveola bolivari (Zimmer & Phelps, 1946): L Venezuela.
? Coereba flaveola bonairensis (Voous, 1955): Bonaire.
? Coereba flaveola caboti (Baird, 1873): L Mexico.
? Coereba flaveola caucae (Chapman, 1914): O Colômbia.
? Coereba flaveola cerinoclunis (Bangs, 1901): Ilha Pearl, Panamá.
? Coereba flaveola columbiana (Cabanis, 1866): L Panamá a SO Colômbia, S Venezuela.
? Coereba flaveola dispar (Zimmer, 1942): Peru central a NO Bolívia.
? Coereba flaveola ferryi (Cory, 1909): Ilha La Tortuga, Venezuela.
? Coereba flaveola flaveola (Linnaeus, 1758): Jamaica.
? Coereba flaveola frailensis (Phelps & Phelps, 1946): Ilha Puerto Real, Venezuela.
? Coereba flaveola gorgonae (Thayer & Bangs, 1905): Ilha Gorgona, Colômbia.
? Coereba flaveola guianensis (Cabanis, 1850): L Venezuela, Guianas.
? Coereba flaveola laurae (Lowe, 1908): Ilhas Testigo e Conejo, Venezuela).
? Coereba flaveola lowii (Cory, 1909): Ilhas Los Roques, Venezuela.
? Coereba flaveola luteola (Cabanis, 1850): N Colômbia, N Venezuela, Trinidad e Tobago.
? Coereba flaveola magnirostris (Taczanowski, 1880): N Peru.
? Coereba flaveola martinicana (Reichenbach, 1853): Martinica; Saint Lucia.
? Coereba flaveola melanornis (Phelps & Phelps, 1954): N Venezuela.
? Coereba flaveola mexicana (Sclater, 1857): SE Mexico a O Panamá.
? Coereba flaveola montana (Lowe, 1912): altitudes O Venezuela.
? Coereba flaveola nectarea (Wetmore, 1929): Ilha Tortue, Haiti.
? Coereba flaveola newtoni (Baird, 1873): Saint Croix, Ilhas Virgens.
? Coereba flaveola oblita (Griscom, 1923): Ilha San Andrés, Colômbia.
? Coereba flaveola obscura (Cory, 1913): NE Colômbia O Venezuela.
? Coereba flaveola pacifica (Lowe, 1912): arido NO Peru.
? Coereba flaveola portoricencis (Bryant, 1866): Porto Rico.
? Coereba flaveola sanctithomae (Sundevall, 1870): Ilhas Virgens.
? Coereba flaveola sharpei (Cory, 1886): Ilhas Cayman.
? Coereba flaveola tricolor (Ridgway, 1884): Ilha Providencia, Colômbia.
? Coereba flaveola uropygialis (Berlepsch, 1892): Aruba e Curaçao.

Alimentação
Néctar, frutas e artrópodes. Para coletar alimento, em qualquer altura, agarra-se firmemente à coroa das flores e com o bico curvo e pontiagudo perfura o cálice, atingindo assim os nectários. Visita também as garrafas de água açucarada, destinadas a atrair beija-flores e comedouros de frutas para pássaros. Aprecia muito banana, mamão, jabuticaba, laranja e melancia, daí vem seu nome em inglês bananaquit.
Reprodução
Faz ninho esférico que pode ser de dois tipos, segundo sua finalidade:
1) Construído pelo casal para reprodução, o qual é relativamente alto e bem acabado, de acesso pequeno, superior e dirigido para baixo, coberto por longo alpendre que veda a entrada, de parede grossa e compacta, feito de palhas, folhas, capins e teias de aranhas. A câmara incubatória localiza-se no centro, com a entrada às vezes protegida por palha.
2) Construído para descanso e pernoite, o qual é menor, mais achatado, de construção frouxa e com entrada larga e baixa.
Põe de 2 a 3 ovos branco-amarelados, com pintas marrom-avermelhadas. A incubação é feita exclusivamente pela fêmea. Reproduz durante todo o ano, fazendo novos ninhos a cada postura.
Hábitos
Vive solitária ou aos pares e é bastante ativa. Toma banho muitas vezes, por causa do contato com o néctar pegajoso. Seu canto é relativamente forte, simples e monótono, e emitido incansavelmente. Canta a qualquer hora do dia e em qualquer época do ano. A fêmea também canta, mas pouco e por menos tempo. Para amedrontar um rival, põe-se de pé, estica o corpo e vibra as asas. Muito briguentas, as cambacicas chegam a cair engalfinhadas no solo, onde continuam a luta.
Na busca por alimento, muitas vezes fica de cabeça para baixo em um galho, visando atingir a flor. Geralmente está no meio das folhas e movimenta-se pelo interior da copa. Entretanto, voa bem e atravessa áreas abertas entre matas ou para visitar uma árvore isolada e florida em um campo. Também visita arbustos isolados e próximos à mata.
É comum em uma grande variedade de hábitats abertos e semi-abertos onde existam flores, inclusive em quintais.
Adapta-se facilmente a ambientes urbanos, sendo comum até em cidades do porte de São Paulo e Rio de Janeiro.
http://www.wikiaves.com.br/cambacica
exif / informação técnica
Máquina: Canon
Modelo: Canon EOS 5D Mark III
Exposição: 1/1250 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/9
ISO: 2500
Dist.Focal: 600mm
Dist.Focal (35mm): 582 mm
Software: Picasa

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Cambacica (ler)
A cambacica (Coereba flaveola) é a única espécie da família Thraupidae no sistema classificativo tradicional. É também conhecida como mariquita, chupa mel, chiquita (Rio de Janeiro), sebinho (Minas Gerais), caga-sebo, cabeça-de-vaca (interior de São Paulo), sibite (Ceará), sebito e guriatã de coqueiro (Pernambuco), sebinho, papa-banana (Rio Grande do Sul), saí e tem-tem-coroado (Pará), sibito-de-manga (Maranhão). Nos sistemas classificativos anteriores à taxonomia de Sibley-Ahlquist, a cambacica classificava-se numa família própria, Coerebidae.
Seu nome significa: do (tupy) coereba = nome indígena de origem tupy para um pequeno pássaro azul, preto e amarelo, não confirmado em Garcia (1929); e do (latim) flaveola, flaveolus = diminutivo de flavus = dourado, amarelo. ? pássaro amarelinho.
Características
Mede aproximadamente 10,8 centímetros e pesa cerca de 10 gramas. Tem o dorso marrom, o peito e o abdome amarelos, o pescoço cinza e a cabeça listrada preta e branca, não apresentando diferenças na plumagem em relação aos machos e fêmeas.
Subespécies
Existem 41 subespécies válidas, 5 delas presentes no Brasil:
? Coereba flaveola alleni (Lowe, 1912): Mato Grosso e Bolivia.
? Coereba flaveola chloropyga (Cabanis, 1850): S Peru, Bolivia, Paraguai, Brasil e NE Argentina.
? Coereba flaveola intermedia (Salvadori & Festa, 1899): SO Colombia, N Peru, SO Venezuela, O Brasil.
? Coereba flaveola minima (Bonaparte, 1854): L Colombia, S Venezuela, Guianas, N Brasil.
? Coereba flaveola roraimae (Chapman, 1929): Tepuis do SE Venezuela, NO Brasil e SO Guiana.
Das outras subespécies, algumas tem a pecualiaridade de habitarem apenas pequenas ilhas e ilhotas do Caribe:
? Coereba flaveola aterrima (Lesson, 1830): Granada e Granadinas.
? Coereba flaveola atrata (Lawrence, 1878): Saint Vincent.
? Coereba flaveola bahamensis (Reichenbach, 1853): Bahamas e Grand Turk.
? Coereba flaveola bananivora (Gmelin, 1789): Haiti e República Dominicana.
? Coereba flaveola barbadensis (Baird, 1873): Barbados.
? Coereba flaveola bartholemica (Sparrman, 1788): N Antilhas menores.
? Coereba flaveola bolivari (Zimmer & Phelps, 1946): L Venezuela.
? Coereba flaveola bonairensis (Voous, 1955): Bonaire.
? Coereba flaveola caboti (Baird, 1873): L Mexico.
? Coereba flaveola caucae (Chapman, 1914): O Colômbia.
? Coereba flaveola cerinoclunis (Bangs, 1901): Ilha Pearl, Panamá.
? Coereba flaveola columbiana (Cabanis, 1866): L Panamá a SO Colômbia, S Venezuela.
? Coereba flaveola dispar (Zimmer, 1942): Peru central a NO Bolívia.
? Coereba flaveola ferryi (Cory, 1909): Ilha La Tortuga, Venezuela.
? Coereba flaveola flaveola (Linnaeus, 1758): Jamaica.
? Coereba flaveola frailensis (Phelps & Phelps, 1946): Ilha Puerto Real, Venezuela.
? Coereba flaveola gorgonae (Thayer & Bangs, 1905): Ilha Gorgona, Colômbia.
? Coereba flaveola guianensis (Cabanis, 1850): L Venezuela, Guianas.
? Coereba flaveola laurae (Lowe, 1908): Ilhas Testigo e Conejo, Venezuela).
? Coereba flaveola lowii (Cory, 1909): Ilhas Los Roques, Venezuela.
? Coereba flaveola luteola (Cabanis, 1850): N Colômbia, N Venezuela, Trinidad e Tobago.
? Coereba flaveola magnirostris (Taczanowski, 1880): N Peru.
? Coereba flaveola martinicana (Reichenbach, 1853): Martinica; Saint Lucia.
? Coereba flaveola melanornis (Phelps & Phelps, 1954): N Venezuela.
? Coereba flaveola mexicana (Sclater, 1857): SE Mexico a O Panamá.
? Coereba flaveola montana (Lowe, 1912): altitudes O Venezuela.
? Coereba flaveola nectarea (Wetmore, 1929): Ilha Tortue, Haiti.
? Coereba flaveola newtoni (Baird, 1873): Saint Croix, Ilhas Virgens.
? Coereba flaveola oblita (Griscom, 1923): Ilha San Andrés, Colômbia.
? Coereba flaveola obscura (Cory, 1913): NE Colômbia O Venezuela.
? Coereba flaveola pacifica (Lowe, 1912): arido NO Peru.
? Coereba flaveola portoricencis (Bryant, 1866): Porto Rico.
? Coereba flaveola sanctithomae (Sundevall, 1870): Ilhas Virgens.
? Coereba flaveola sharpei (Cory, 1886): Ilhas Cayman.
? Coereba flaveola tricolor (Ridgway, 1884): Ilha Providencia, Colômbia.
? Coereba flaveola uropygialis (Berlepsch, 1892): Aruba e Curaçao.

Alimentação
Néctar, frutas e artrópodes. Para coletar alimento, em qualquer altura, agarra-se firmemente à coroa das flores e com o bico curvo e pontiagudo perfura o cálice, atingindo assim os nectários. Visita também as garrafas de água açucarada, destinadas a atrair beija-flores e comedouros de frutas para pássaros. Aprecia muito banana, mamão, jabuticaba, laranja e melancia, daí vem seu nome em inglês bananaquit.
Reprodução
Faz ninho esférico que pode ser de dois tipos, segundo sua finalidade:
1) Construído pelo casal para reprodução, o qual é relativamente alto e bem acabado, de acesso pequeno, superior e dirigido para baixo, coberto por longo alpendre que veda a entrada, de parede grossa e compacta, feito de palhas, folhas, capins e teias de aranhas. A câmara incubatória localiza-se no centro, com a entrada às vezes protegida por palha.
2) Construído para descanso e pernoite, o qual é menor, mais achatado, de construção frouxa e com entrada larga e baixa.
Põe de 2 a 3 ovos branco-amarelados, com pintas marrom-avermelhadas. A incubação é feita exclusivamente pela fêmea. Reproduz durante todo o ano, fazendo novos ninhos a cada postura.
Hábitos
Vive solitária ou aos pares e é bastante ativa. Toma banho muitas vezes, por causa do contato com o néctar pegajoso. Seu canto é relativamente forte, simples e monótono, e emitido incansavelmente. Canta a qualquer hora do dia e em qualquer época do ano. A fêmea também canta, mas pouco e por menos tempo. Para amedrontar um rival, põe-se de pé, estica o corpo e vibra as asas. Muito briguentas, as cambacicas chegam a cair engalfinhadas no solo, onde continuam a luta.
Na busca por alimento, muitas vezes fica de cabeça para baixo em um galho, visando atingir a flor. Geralmente está no meio das folhas e movimenta-se pelo interior da copa. Entretanto, voa bem e atravessa áreas abertas entre matas ou para visitar uma árvore isolada e florida em um campo. Também visita arbustos isolados e próximos à mata.
É comum em uma grande variedade de hábitats abertos e semi-abertos onde existam flores, inclusive em quintais.
Adapta-se facilmente a ambientes urbanos, sendo comum até em cidades do porte de São Paulo e Rio de Janeiro.
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