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"As Espirais do Tempo"

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Gentes e Locais

2020-09-09 15:23:08
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descrição
"As Espirais dos Tempos" | Poço Iniciático da Quinta da Regaleira, Sintra

Este é um dos locais mais impactantes e misteriosos de todo o Portugal. Recheado de misticismo e de um simbolismo riquíssimo, não deixa ninguém indiferente. Uma entrada absolutamente humilde serve de contraponto perfeito à inesperada visão vertiginosa que se segue, nada mais que um interminável poço escavado pela terra adentro, que serpenteia até à profundidade do olhar, voltando em ricochete para nos atingir no coração.

Inevitavelmente, esta obra prima do homem e da sua luta de integração com o mundo Natural, atrairia rapidamente milhares de curiosos diariamente, que tornam a circulação neste espaço numa espécie de missão quase impossível, onde a sede de auto-retratos esmaga a vontade de quem ali foi apenas para tentar entender as fronteiras e os êxtases do belo.

Ainda sou do tempo em que se visitava este local único com a calma e lentidão essencial para atingir de raspão a sua magnitude. Também sou do tempo em que repentinamente esta passagem iniciática passou a ser frenética e barulhenta, de sentido único e com pressão constante por parte de funcionários aflitos para que os turistas circulasse o mais rapidamente possível, tentando tentar evitar engarrafamentos. Não poderia existiria local mais irónico para tal acontecer, sendo que a única coisa que era posível "iniciar" a este ritmo acelerado seria a impaciência e o desconforto.

Por ironia ou sapiência do destino, sou depois também do tempo presente em que nós, (des)humanidade, fomos fechados a sete chaves em casa, interrompendo a corrida cega da busca de todos os sítios, dos quais trazíamos sempre lembranças de nada. Fomos subitamente obrigados a tirar a poeira aos locais mesmo aqui à porta, e surpreendemo-nos com a descoberta de que o quintal tinha tanta emoção escondida. Vivemos num limbo de sofrimento e reaprendizagem de essências, numa luta diária para que no final vença o caminho do crescimento interno.

Convido-vos agora a mergulhar na espiral deste Poço Iniciático, um local muito difícil de fotografar num único disparo, que necessitou de muita ginástica de braços, persistência e uma lente ultra-ultra (a repetição foi propositada) grande angular, que era a única forma de abranger toda a espiral e assim conseguir agarrar-vos a alma, enviando-vos até ao útero da Terra, de onde um dia talvez consigamos sair com luz.


Sony a7r + Laowa 10-18mm f4.5-f5.6 | Distância focal: 10mm | Abertura: f8 | Exposição: 1/25 segundos | ISO: 800 | Foco Manual
exif / informação técnica
Máquina:
Modelo:
Exposição:
Exposição (EV+/-):
Abertura:
ISO:
Dist.Focal:
Dist.Focal (35mm):
Software: Adobe Photoshop 21.2 (Windows)

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"As Espirais do Tempo"
"As Espirais dos Tempos" | Poço Iniciático da Quinta da Regaleira, Sintra

Este é um dos locais mais impactantes e misteriosos de todo o Portugal. Recheado de misticismo e de um simbolismo riquíssimo, não deixa ninguém indiferente. Uma entrada absolutamente humilde serve de contraponto perfeito à inesperada visão vertiginosa que se segue, nada mais que um interminável poço escavado pela terra adentro, que serpenteia até à profundidade do olhar, voltando em ricochete para nos atingir no coração.

Inevitavelmente, esta obra prima do homem e da sua luta de integração com o mundo Natural, atrairia rapidamente milhares de curiosos diariamente, que tornam a circulação neste espaço numa espécie de missão quase impossível, onde a sede de auto-retratos esmaga a vontade de quem ali foi apenas para tentar entender as fronteiras e os êxtases do belo.

Ainda sou do tempo em que se visitava este local único com a calma e lentidão essencial para atingir de raspão a sua magnitude. Também sou do tempo em que repentinamente esta passagem iniciática passou a ser frenética e barulhenta, de sentido único e com pressão constante por parte de funcionários aflitos para que os turistas circulasse o mais rapidamente possível, tentando tentar evitar engarrafamentos. Não poderia existiria local mais irónico para tal acontecer, sendo que a única coisa que era posível "iniciar" a este ritmo acelerado seria a impaciência e o desconforto.

Por ironia ou sapiência do destino, sou depois também do tempo presente em que nós, (des)humanidade, fomos fechados a sete chaves em casa, interrompendo a corrida cega da busca de todos os sítios, dos quais trazíamos sempre lembranças de nada. Fomos subitamente obrigados a tirar a poeira aos locais mesmo aqui à porta, e surpreendemo-nos com a descoberta de que o quintal tinha tanta emoção escondida. Vivemos num limbo de sofrimento e reaprendizagem de essências, numa luta diária para que no final vença o caminho do crescimento interno.

Convido-vos agora a mergulhar na espiral deste Poço Iniciático, um local muito difícil de fotografar num único disparo, que necessitou de muita ginástica de braços, persistência e uma lente ultra-ultra (a repetição foi propositada) grande angular, que era a única forma de abranger toda a espiral e assim conseguir agarrar-vos a alma, enviando-vos até ao útero da Terra, de onde um dia talvez consigamos sair com luz.


Sony a7r + Laowa 10-18mm f4.5-f5.6 | Distância focal: 10mm | Abertura: f8 | Exposição: 1/25 segundos | ISO: 800 | Foco Manual
Tag’s: regaleira,quinta da regaleira,portugal,espiral
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Modelo:
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Abertura:
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Dist.Focal (35mm):
Software: Adobe Photoshop 21.2 (Windows)


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