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Retratos/Anna e Joaquim, da Ucrânia, com amor
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Retratos/Anna e Joaquim, da Ucrânia, com amor
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Anna e Joaquim, da Ucrânia, com amor

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Retratos

2021-09-14 09:50:00
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descrição
Ela, Anna Vlasyuk Dinis, nasceu em 1966 na Ucraniana e emigrou para Portugal em 2002. Diz que ama sinceramente este país e o seu povo. É nativa dos Cárpatos e, portanto, loucamente apaixonada pelos picos das montanhas cobertas por tapetes verdes silvestres entregues à natureza e pelas alvoradas orvalhadas. Adora o céu português, mas diz que, na Ucrânia ele é mais alto. O Oceano oferece-lhe a sua música, mas o rouxinol na Ucrânia – a sua canção especial - é cada vez diferente. Anna acha que aqui em Portugal é mais fácil viver, mas na Ucrânia, respirar. É professora de Filologia, com alma delicada, apaixonada pela palavra poética e pelo canto ucraniano.
Ele, Joaquim José Estevão Dinis, nasceu em 1948 em Lisboa, mas a vida jogou-o nos Açores, Angola e Macau. Viveu pessoalmente o drama dos "retornados” e é por isso que a sua filosofia de vida é a súmula de diferentes culturas e visões, onde o mais importante é a sua própria frase: “Tudo se move, tudo se ajeita, tudo se resolve … devagarinho”. Descobriu para ele próprio a Ucrânia e encara a sua vida futura com esperança. É um cirurgião que sabe como é operar sob balas, um realista que tudo pesa, mas é também um melómano que adora Tchaikovsky, Rimsky Korsakof, entre outros
Ela olha para o mundo com olhos bem arregalados de surpresa. Ele pelo prisma da sua lógica. Ela não fica quieta. Sempre algo muda, perde, busca, destrói. Ele é daquelas pessoas que, antes de cortar, vai medindo sete vezes.
Ela sofre demasiado, quando em cada viagem para a sua Pátria caminha para o cemitério, onde descansam eternamente as pessoas que mais amava. Ele seca os lagrimas dela.
Eles, são um casal com uma história de quinze anos. Houve muitas histórias interessantes e fatídicas em suas vidas. Uma delas é sobre um sino. Há alguns anos, Anna estava de férias na Madeira e trouxe dois sinos como uma lembrança. Um deles foi oferecido a uma amiga que morava numa moradia. O outro foi guardado sem uso, até esquecido. Um dia, Anna chegou a Lagos com uma surpresa. Na sua mala estava o sino, que ela encontrou na véspera no seu antigo apartamento. Joaquim esperava- a na entrada. “Tu tens tudo” disse ele. “O que tu gostarias de ter agora, o que te faz falta?” perguntou Anna. Joaquim pensou um pouco e, de repente disse: “Um Sino! ... talvez um sino”. Anna tirou o sino que tinha na mala e abraçaram-se a chorar.
P.S. Joaquim nunca soube nada sobre o sino. Desde esse dia, o sino está no portão da casa e anuncia os convidados, que são sempre muitos, pois Anna e Joaquim, nas muitas virtudes que têm, é serem hospitaleiros
exif / informação técnica
Máquina: Canon
Modelo: Canon EOS 90D
Exposição: 1/250
Abertura: f/11.0
ISO: 800
Distância Focal: 50/1
Software: Adobe Photoshop 22.5 (Windows)
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Anna e Joaquim, da Ucrânia, com amor
Ela, Anna Vlasyuk Dinis, nasceu em 1966 na Ucraniana e emigrou para Portugal em 2002. Diz que ama sinceramente este país e o seu povo. É nativa dos Cárpatos e, portanto, loucamente apaixonada pelos picos das montanhas cobertas por tapetes verdes silvestres entregues à natureza e pelas alvoradas orvalhadas. Adora o céu português, mas diz que, na Ucrânia ele é mais alto. O Oceano oferece-lhe a sua música, mas o rouxinol na Ucrânia – a sua canção especial - é cada vez diferente. Anna acha que aqui em Portugal é mais fácil viver, mas na Ucrânia, respirar. É professora de Filologia, com alma delicada, apaixonada pela palavra poética e pelo canto ucraniano.
Ele, Joaquim José Estevão Dinis, nasceu em 1948 em Lisboa, mas a vida jogou-o nos Açores, Angola e Macau. Viveu pessoalmente o drama dos "retornados” e é por isso que a sua filosofia de vida é a súmula de diferentes culturas e visões, onde o mais importante é a sua própria frase: “Tudo se move, tudo se ajeita, tudo se resolve … devagarinho”. Descobriu para ele próprio a Ucrânia e encara a sua vida futura com esperança. É um cirurgião que sabe como é operar sob balas, um realista que tudo pesa, mas é também um melómano que adora Tchaikovsky, Rimsky Korsakof, entre outros
Ela olha para o mundo com olhos bem arregalados de surpresa. Ele pelo prisma da sua lógica. Ela não fica quieta. Sempre algo muda, perde, busca, destrói. Ele é daquelas pessoas que, antes de cortar, vai medindo sete vezes.
Ela sofre demasiado, quando em cada viagem para a sua Pátria caminha para o cemitério, onde descansam eternamente as pessoas que mais amava. Ele seca os lagrimas dela.
Eles, são um casal com uma história de quinze anos. Houve muitas histórias interessantes e fatídicas em suas vidas. Uma delas é sobre um sino. Há alguns anos, Anna estava de férias na Madeira e trouxe dois sinos como uma lembrança. Um deles foi oferecido a uma amiga que morava numa moradia. O outro foi guardado sem uso, até esquecido. Um dia, Anna chegou a Lagos com uma surpresa. Na sua mala estava o sino, que ela encontrou na véspera no seu antigo apartamento. Joaquim esperava- a na entrada. “Tu tens tudo” disse ele. “O que tu gostarias de ter agora, o que te faz falta?” perguntou Anna. Joaquim pensou um pouco e, de repente disse: “Um Sino! ... talvez um sino”. Anna tirou o sino que tinha na mala e abraçaram-se a chorar.
P.S. Joaquim nunca soube nada sobre o sino. Desde esse dia, o sino está no portão da casa e anuncia os convidados, que são sempre muitos, pois Anna e Joaquim, nas muitas virtudes que têm, é serem hospitaleiros
Tag’s: #desafioRostosHistória,Casal,Amor,História,Ucrânia,Lagos,Sino
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Máquina: Canon
Modelo: Canon EOS 90D
Exposição: 1/250
Abertura: f/11.0
ISO: 800
Distância Focal: 50/1
Software: Adobe Photoshop 22.5 (Windows)

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