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Álvaro Barriga
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Paisagem Natural/Alentejo a 3D
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Alentejo a 3D

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Paisagem Natural

2014-10-08 17:36:53
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Uma das fotos da Exposição "Nos Ares do Alentejo" que já esteve patente em Portalegre, ´Évora e Beja, no IPDJ



Geometria dos pássaros
É de cima, lá bem do alto, que a nossa insignificância se vê melhor. E, por isso mesmo, pela consciência plena das fragilidades terrenas, um das principais inquietações do homem foi o voar. Voar como as aves sabem e voam. Esse exercício inigualável de liberdade que, ao mesmo tempo, nos oferece as dimensões exatas da nossa pequenez. As fotografias que Álvaro Barriga dependura nestas paredes falam-nos disso mesmo. Falam-nos do sonho, da liberdade, da largueza dos horizontes. Mas também nos mostram o belo e colossal território que habitualmente pisamos mas que, com os pés firmes no barro, jamais atingimos em toda a sua beleza e grandeza. Sobrevoar o Alentejo, em qualquer um dos seus quadrantes, é igualmente uma exercitação da mais pura geometria. Os golpes de régua e esquadro que estas imagens deixam escapara para os nossos olhos são resgatados à mais fina e exata e oficinal arte de desenhar. As hortas não são hortas. Os alqueves não são alqueves. Os pomares não são pomares. Nem as sementeiras, sementeiras são. São pedaços de arte. De uma arte, a de agricultar, que é rude rente ao chão. E que é apenas sublime no voo de qualquer pássaro. É provável que o agricultor não o saiba ou até mesmo que este seja o seu mais secreto e bem guardado segredo. Mas ele, o arrais da enxada, é um perfeito geómetra da terra chã. Repare, estimado leitor, nestas imagens do Álvaro Barriga e diga se puder o contrário do que aqui ficará escrito: Os rasgões matemáticos que o agricultor inflige ao barro na ponta de um arado de ferro não procuram apenas a fertilidade, obedecem, antes de mais, a um teorema muito antigo e secreto e de extrema complexidade que apenas a eles é dado. De geração em geração. De calo a calo. De sol a sol. Um teorema para o qual não temos solução. A não ser que subamos com os olhos para cima das fotografias de Álvaro Barriga. E nos deixámos planar livremente sobre a nossa insignificância. Lá bem do alto ela vê-se melhor.
Paulo Barriga
exif / informação técnica
Máquina: Canon
Modelo: Canon EOS 550D
Exposição: 1/125 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/11
ISO: 200
Dist.Focal: 24mm
Dist.Focal (35mm):
Software: Digital Photo Professional

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Alentejo a 3D
Uma das fotos da Exposição "Nos Ares do Alentejo" que já esteve patente em Portalegre, ´Évora e Beja, no IPDJ



Geometria dos pássaros
É de cima, lá bem do alto, que a nossa insignificância se vê melhor. E, por isso mesmo, pela consciência plena das fragilidades terrenas, um das principais inquietações do homem foi o voar. Voar como as aves sabem e voam. Esse exercício inigualável de liberdade que, ao mesmo tempo, nos oferece as dimensões exatas da nossa pequenez. As fotografias que Álvaro Barriga dependura nestas paredes falam-nos disso mesmo. Falam-nos do sonho, da liberdade, da largueza dos horizontes. Mas também nos mostram o belo e colossal território que habitualmente pisamos mas que, com os pés firmes no barro, jamais atingimos em toda a sua beleza e grandeza. Sobrevoar o Alentejo, em qualquer um dos seus quadrantes, é igualmente uma exercitação da mais pura geometria. Os golpes de régua e esquadro que estas imagens deixam escapara para os nossos olhos são resgatados à mais fina e exata e oficinal arte de desenhar. As hortas não são hortas. Os alqueves não são alqueves. Os pomares não são pomares. Nem as sementeiras, sementeiras são. São pedaços de arte. De uma arte, a de agricultar, que é rude rente ao chão. E que é apenas sublime no voo de qualquer pássaro. É provável que o agricultor não o saiba ou até mesmo que este seja o seu mais secreto e bem guardado segredo. Mas ele, o arrais da enxada, é um perfeito geómetra da terra chã. Repare, estimado leitor, nestas imagens do Álvaro Barriga e diga se puder o contrário do que aqui ficará escrito: Os rasgões matemáticos que o agricultor inflige ao barro na ponta de um arado de ferro não procuram apenas a fertilidade, obedecem, antes de mais, a um teorema muito antigo e secreto e de extrema complexidade que apenas a eles é dado. De geração em geração. De calo a calo. De sol a sol. Um teorema para o qual não temos solução. A não ser que subamos com os olhos para cima das fotografias de Álvaro Barriga. E nos deixámos planar livremente sobre a nossa insignificância. Lá bem do alto ela vê-se melhor.
Paulo Barriga
Tag’s: Alentejo,Beja,Aérea,Paisagem
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Máquina: Canon
Modelo: Canon EOS 550D
Exposição: 1/125 sec
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Software: Digital Photo Professional


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