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Dolores Marques
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Paisagem Urbana/À Luz de um Amor
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Paisagem Urbana/À Luz de um Amor
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descrição
Como precipitar-me
como o esvair da chuva
em busca de um amor meu
se há cascatas
a dilacerarem a montanha
na sua dor
por amor a um rio

A corrente não cessou
de se entregar ao rescaldo
de um passado
que nunca lhe foi
mar ou céu


Esperamos tu e eu
pela graça
enquanto elementos
fustigados pelo fogo
no seu trajecto aleatório
que nunca se soube ser um fado
em lealdade ao tempo de Jubileu


Como agraciar-te amor meu
se os nados-vivos ainda na história
foram os vilões do templo de Orpheu
onde baptizados fomos tu e eu
mas que nem a nossa sorte
ali se concebeu

Como alcançar-te fonte inesgotável
de um amor
que já foi
um pecado meu

Como dividir em parte iguais
os gritos inaudíveis
às portas da morte
quando desertaram
sonhos de um deus
que nunca soube
onde alcançar a sorte

Como apartar os medos
as angústias
a fertilidade
das Eras insaciáveis
pelo arrastar do tempo

Como libertar as lembranças
de um leito frio
ainda que se pressinta um passado
do que resta
dos seus corpos em chamas

As sombras descobrem a horizonte
os seus semblantes brancos
de retorno à luz de um amor
que nunca dera um nome
às lágrimas rejeitadas pelo céu

Onix
https://www.youtube.com/watch?v=A5GWUOpsH-E
exif / informação técnica
Máquina: FUJIFILM
Modelo: FinePix S6500fd
Exposição: 1/950 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/8
ISO: 100
Dist.Focal: 6.8mm
Dist.Focal (35mm):
Software: PhotoScape

favorita de 73
galardões
  • galardão partilhas
    partilhas
  • galardão popular
    foto
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À Luz de um Amor
Como precipitar-me
como o esvair da chuva
em busca de um amor meu
se há cascatas
a dilacerarem a montanha
na sua dor
por amor a um rio

A corrente não cessou
de se entregar ao rescaldo
de um passado
que nunca lhe foi
mar ou céu


Esperamos tu e eu
pela graça
enquanto elementos
fustigados pelo fogo
no seu trajecto aleatório
que nunca se soube ser um fado
em lealdade ao tempo de Jubileu


Como agraciar-te amor meu
se os nados-vivos ainda na história
foram os vilões do templo de Orpheu
onde baptizados fomos tu e eu
mas que nem a nossa sorte
ali se concebeu

Como alcançar-te fonte inesgotável
de um amor
que já foi
um pecado meu

Como dividir em parte iguais
os gritos inaudíveis
às portas da morte
quando desertaram
sonhos de um deus
que nunca soube
onde alcançar a sorte

Como apartar os medos
as angústias
a fertilidade
das Eras insaciáveis
pelo arrastar do tempo

Como libertar as lembranças
de um leito frio
ainda que se pressinta um passado
do que resta
dos seus corpos em chamas

As sombras descobrem a horizonte
os seus semblantes brancos
de retorno à luz de um amor
que nunca dera um nome
às lágrimas rejeitadas pelo céu

Onix
https://www.youtube.com/watch?v=A5GWUOpsH-E
Tag’s: À luz de um Amor,rio tejo,onix
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    partilhas
  • galardão popular
    foto
    popular

Máquina: FUJIFILM
Modelo: FinePix S6500fd
Exposição: 1/950 sec
Exposição (EV+/-): 0 step
Abertura: f/8
ISO: 100
Dist.Focal: 6.8mm
Dist.Focal (35mm):
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