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Paisagem Natural/(...)  poesia é algo absoluto ....
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(...) poesia é algo absoluto ....

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Paisagem Natural

2021-04-21 19:57:56
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Sitio 04-2021


(…)


Não é obra da preguiça, nem de tédio, nem de imoral despreocupação a da poesia. Não é recusar o esforço e a fadiga, coisa que nenhum homem pode evitar, e menos ainda o poeta. É que a poesia, ao ser a saída da alma do seu horto murado, e a abertura do ser para dentro e para fora, não pode calcular nem sequer considerar com cuidado os passos que dá. O que se verifica pela poesia é algo absoluto. Como rejubilar com isso? Não pode dosear-se a poesia, porque ela consome inteiramente, transformando o ser onde desce. Consome sem dor porque já era esperada, sem essa dor que produz algo que se repele por se sentir que nos diminui. A poesia vence sem humilhar, e embora haja luta – angústia e mesmo terror nos momentos que precedem o seu aparecimento – o vencido não pode sentir rancor porque isso era o que profundamente desejava. E por fim tudo se serena na plenitude. «na noite serena / com chama que consome e não dá pena» (versos do cântico espiritual de s. João da cruz).

(…)


maría zambrano
a metáfora do coração e outros escritos
«poesia»
(pag. 128/129 – ed. assírio & alvim)

Ao som de «Lilies of the Valley · David Byrne»
https://www.youtube.com/watch?v=ODVamI_MBfE
exif / informação técnica
Máquina: Canon
Modelo: Canon EOS 600D
Exposição: 1/500
Abertura: f/7.1
ISO: 100
Distância Focal: 250/1
Software: PaintShop Pro 21,00
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julia

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olhares.com/loengo
a cidade será sempre benguela......,
(...) poesia é algo absoluto ....
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(…)


Não é obra da preguiça, nem de tédio, nem de imoral despreocupação a da poesia. Não é recusar o esforço e a fadiga, coisa que nenhum homem pode evitar, e menos ainda o poeta. É que a poesia, ao ser a saída da alma do seu horto murado, e a abertura do ser para dentro e para fora, não pode calcular nem sequer considerar com cuidado os passos que dá. O que se verifica pela poesia é algo absoluto. Como rejubilar com isso? Não pode dosear-se a poesia, porque ela consome inteiramente, transformando o ser onde desce. Consome sem dor porque já era esperada, sem essa dor que produz algo que se repele por se sentir que nos diminui. A poesia vence sem humilhar, e embora haja luta – angústia e mesmo terror nos momentos que precedem o seu aparecimento – o vencido não pode sentir rancor porque isso era o que profundamente desejava. E por fim tudo se serena na plenitude. «na noite serena / com chama que consome e não dá pena» (versos do cântico espiritual de s. João da cruz).

(…)


maría zambrano
a metáfora do coração e outros escritos
«poesia»
(pag. 128/129 – ed. assírio & alvim)

Ao som de «Lilies of the Valley · David Byrne»
https://www.youtube.com/watch?v=ODVamI_MBfE
Tag’s: sitio,p&b paint,maria zambrano,júlia
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