Resumo
Já não ía a Benguela desde os anos 70.
Não havia voôs e era arriscada a viagem de carro desde Luanda, mesmo integrado em coluna militar. Havia uma "ratoeira implacável", emboscada traiçoeira como são todas, onde muitos "acabaram abruptamente a viagem"; a
Canjala.
...Recordações que passaram por este resto de ponte, tantas e tantas vezes. Por isso, parei e saí do jipe. Atónito, para ver de perto aquela estranha "instalação" que mais tarde, naqueles momentos em que já se consegue brincar, baptizei de "ponte parágrafo"...
Eu queria fotografar a ponte. Os miúdos apareceram e queriam explicar-me como tudo aconteceu levaram amostras, bocados inúteis de um corpo violado e largado no meio de nada.
Não porque tivessem assistido,não tinham idade, mas porque aquela história, a dos bombardeamentos dos Sul-Africanos, cresceu com eles. Os destroços também. E os "mais velhos" contaram como foi.
Agora já há uma ponte nova, mas aquela velha ponte continua a ser a passagem de todas as minhas recordações de Benguela.
Benguela, 2004
Não havia voôs e era arriscada a viagem de carro desde Luanda, mesmo integrado em coluna militar. Havia uma "ratoeira implacável", emboscada traiçoeira como são todas, onde muitos "acabaram abruptamente a viagem"; a
Canjala.
...Recordações que passaram por este resto de ponte, tantas e tantas vezes. Por isso, parei e saí do jipe. Atónito, para ver de perto aquela estranha "instalação" que mais tarde, naqueles momentos em que já se consegue brincar, baptizei de "ponte parágrafo"...
Eu queria fotografar a ponte. Os miúdos apareceram e queriam explicar-me como tudo aconteceu levaram amostras, bocados inúteis de um corpo violado e largado no meio de nada.
Não porque tivessem assistido,não tinham idade, mas porque aquela história, a dos bombardeamentos dos Sul-Africanos, cresceu com eles. Os destroços também. E os "mais velhos" contaram como foi.
Agora já há uma ponte nova, mas aquela velha ponte continua a ser a passagem de todas as minhas recordações de Benguela.
Benguela, 2004






Também são as minhas recordações Gonçalo! Obrigado por este momento e por esta foto magnífica. Grande abraço.
Contaste!!...
As coisas que tu me contas da minha terra...
Bela imagem com excelente definição
a vida como ela é...
GRANDE e muito bela foto!!! Bj Gonçalo e Parabéns!!!
Um fotógrafo sensível nas heranças concretas de um colonialismo cruel ainda quente na memória e vida de tantos africanos. A visão alegre das crianças mostra a felicidade no meio de ruínas: a esperança também se faz de paradoxos...
linda linda linda. parabéns. *****
Linda foto
*****
*****fabuloso trabalho!!
excelente registo..adorei..*
Estive em benguela antes do fim da guerra. Fomos de aviao pequeno as bagagens e os equipamentos de som no aviao de cargas que levava os suprimentos. Esses avioes de cargas davam carona para Angolanos que tinham que ir de Luanda para Benguela. Essas pessoas viajavam no chao do aviao sem cintos de seguranca ou qualquer outro tipo de protecao. Nao tinham nem mesmo os nomes anotados em um papel...era so chegar no aeroporto saber para onde ia o aviao e entrar. Estive recentimente em Angola e me relataram que esse mesmo aviao caiu. Senti um arrepio.... boa foto 5*****.